DIA MUNDIAL DE LIMPEZA DO LITORAL
no Rio de Janeiro
Dia
18 de Setembro de 2004
De 10 às 14 horas nas
praias de Copacabana, Ipanema, São Conrado e Barra da Tijuca.
O Dia Mundial de Limpeza do Litoral
(Clean-up Day) vem se tornando um dos eventos ambientalistas internacionais
mais conhecidos, participativos e efetivos do mundo.
A cada ano milhões de pessoas, em cerca 120 países, unem forças
e “empunham” a bandeira da limpeza para fazer uma real diferença
em nosso meio ambiente __ limpar parte da sujeira que produzimos ao descartarmos
de forma inadequada os resíduos sólidos no ambiente litorâneo.
O evento, um programa sem fins lucrativos que promove atividades ambientalistas
todo ano no terceiro final de semana de setembro, vem ajudando a diminuir um
dos maiores problemas ambientais da atualidade, representado pelas crescentes
montanhas de resíduos produzidos pelas sociedades modernas de consumo.
Os oceanos estão cheios de detritos sólidos, que não só deixam
os litorais e praias sujos e poluidos como, principalmente, podem provocar uma
significativa mortandade de inocentes animais marinhos.
Todos nós sabemos que a solução a longo prazo é diminuir
a quantidade de resíduos produzidos ou mesmo consumidos. O Dia Mundial
de Limpeza do Litoral, que une voluntários de todas as idades e dos mais
diversos setores da sociedade, empresários e governantes, é a oportunidade
da participação comunitária em ações imediatas
e locais de limpeza que contribuem para minimizar no curto prazo o impacto dos
resíduos sólidos e suas conseqüências danosas para o
ambiente e para a fauna marinha.
Chamado International Coastal Clean-up ou Dia Mundial de Limpeza do Litoral,
o Programa é coordenado mundialmente pelo Centro para a Conservação
da Vida Marinha (The Ocean Conservancy), com sede em Washington, nos Estados
Unidos, e apoiado pelo PNUMA - Programa das Nações Unidas para
o Meio Ambiente.
Os voluntários fazem mais do que apenas catar o lixo das praias, rios
e lagoas. Coletam, pesam, classificam e catalogam o que encontram em fichas padronizadas,
cujos dados são enviados ao Centro para a Conservação da
Vida Marinha e ajudam vários países a buscar uma saída para
o problema.
Quase dois terços de todo o lixo que é encontrado pelos voluntários é algum
tipo de detrito não degradável a curto prazo. São canudinhos,
pontas de cigarro, tampinhas, sacos plásticos, chinelos. Tudo largado
na areia, representando para a fauna marinha o maior percentual de materiais
ambientalmente perigosos.
Restos de redes, linhas de pesca, cordas e sacos plásticos abandonados
no mar permanecem nesse ambiente por muitos anos, por sua baixa biodegradabilidade,
e acabam vitimando inúmeros animais que se enroscam e acabam morrendo
por asfixia ou por inanição. Peixes, aves, focas, tartarugas e
golfinhos podem confundir os detritos que ficam boiando no mar com lulas, águas-vivas
e outros alimentos que formam parte de sua dieta. Golfinhos já foram encontrados
com o estômago cheio de lixo que veio das cidades.
A ponta de cigarro, o item mais coletado no mundo todo por oito anos consecutivos,
tem ocasionado a morte de inúmeros animais que a confundem com ovas de
peixe e a engolem. O mesmo ocorre com os sacos plásticos. Um saco plástico à deriva
no mar é facilmente confundido com uma água-viva, componente alimentar
de várias espécies de tartarugas-marinhas. Engolindo um saco plástico,
a tartaruga pode morrer por asfixia.
Identificar as fontes de poluição, dar conhecimento à população
dos riscos dos resíduos nos ambientes aquáticos e tentar pressionar
os governos a adotar medidas de controle são importantes metas deste evento,
que é de todos nós.
Deixando de jogar lixo nas praias, mares, rios e lagoas, ao mesmo tempo em que
ajudamos na limpeza desses ambientes, retirando os detritos sólidos descartados
de forma irregular, podemos vislumbrar dias melhores para o ambiente marinho
e para nós mesmos. Afinal, quem não gosta de chegar em uma praia,
respirar o ar fresco, pisar na areia branca e mergulhar na água limpa.
O Instituto
Ecológico Aqualung e seu Projeto
Limpeza na Praia,
conclamam a todos a participarem de forma ativa dessa ação extremamente
importante para a
qualidade de vida de todos nós e dos animais marinhos.
Sacos
Degradáveis
Esse ano vamos usar pela primeira vez sacos plásticos e luvas biodegradáveis.
O processo de biodegradação em ambiente de estoque começa
somente entre 18 a 24 meses após sua fabricação, mas em
um ambiente de aterro sanitário, onde as condições são
extremas, a biodegradação ocorre em 90 a 180 dias, restando ao
final apenas água e gás carbônico.
Contatos:
Coordenadores do Projeto Limpeza na Praia
Anna Turano e Hildon Carrapito
Instituto Ecológico Aqualung
Telefax.: 21 2225-7387
Celular.: 21 9882-5318 / 9787-7997
E-mail: limpezanapraia@institutoaqualung.com.br