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Quem lê um jornal, freqüentemente se depara
com notícias do tipo: o planeta Terra está
aquecendo, as geleiras estão derretendo, os rios
contaminados matam peixes e intoxicam a população
local, o buraco na camada de ozônio e os gases
do efeito estufa preocupam os cientistas. Essas e outras
notícias, de tão exaustivamente batidas,
acabam passando como qualquer outra, mas a questão
é: até quando vamos ignorar um pedido
de socorro do nosso planeta? Será que teremos
que esperar a água de nossas casas acabar ou
o calor se tornar insuportável? Devemos aguardar
que as conseqüências batam a nossa porta
de forma inexorável para só então
percebermos o quanto fomos inconseqüentes e irresponsáveis
com o patrimônio natural que nos foi presenteado?
Infelizmente, nós seres humanos, de uma forma
geral, nos consideramos superiores a tudo e a todos
que habitam o planeta. Essa pretensa superioridade não
nos permite enxergar que somos tão dependentes
da saúde do ambiente quanto um peixe é
do oxigênio contido na água. A tendência
à superioridade, somada à ganância
incondicional, nos tornaram as maiores ameaças
à vida no planeta. Além de destruir a
grande biodiversidade do planeta, seremos vítimas
de nossos próprios erros e vamos sofrer fortemente
as conseqüências.
A falta de conscientização e respeito
do ser humano contribui sobremaneira para a degradação
ambiental acelerada. O desperdício e mal uso
dos recursos naturais, o errado descarte de lixo e outros
resíduos, o aumento de gases emitidos para a
atmosfera e o desmatamento descontrolado são
apenas alguns exemplos de desenvolvimento insustentável.
| Tempo
que seu lixo leva para se degrada |
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Vidro
Linha de nylon
Fralda descartável
Garrafa de plástico
Lata de alumínio
Plástico
Metal
Isopor
Copo de plástico
Saco plástico
Corda
Madeira pintada
Filtro de cigarro
Chiclete
Papel |
até
1 milhão de anos
600 anos
450 anos
450 anos
200 anos
100 anos
100 anos
80 anos
50 anos
35 anos
30 anos
3 anos
5 anos
5 anos
3 a 6 meses |
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Dados
obtidos de pesquisas que têm sido realizadas no
mundo inteiro, revelam que o Planeta Terra está
sofrendo diariamente com as intervenções
causadas pela ações antrópicas.
As reações que presenciamos nos últimos
anos nos mostram que a natureza responde de maneira
drástica. “É bem provável
que tenhamos de enfrentar uma catástrofe ecológica
no próximo século, a não ser que
mudemos nosso estilo de vida, nossa economia e nossas
instituições. A parte mais importante
do novo paradigma consiste em construir uma sociedade
que nos permita satisfazer as necessidades do povo sem
destruir o sistema que nos sustenta e sem acabar com
nossas reservas naturais. Enfim, uma sociedade na qual
possamos nos manter sem destruir ou reduzir as oportunidades
para futuras gerações” afirmou o
físico quântico Fritjof Capra.
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Lixo
A crescente preocupação com o meio
ambiente tem levado algumas pessoas a mudar seus
hábitos. A reutilização do
lixo, objetivando a preservação
ambiental, o incentivo à coleta seletiva
e a reciclagem de diversos tipos de material já
vêm sendo adotados nas principais sociedades.
Isto porém ainda não é o
bastante. O desperdício é enorme
e ecologicamente incorreto. Somente nos Estados
Unidos são gerados 200 milhões de
toneladas de lixo por ano, uma média de
725 quilos por habitante. Mesmo quando comparado
com a capital do Brasil, que é quem mais
desperdiça lixo, esse número é
alarmante. Brasília produz 438 quilos por
habitante por ano. Que dirá quando comparado
aos países africanos, cuja média
de consumo por habitante é 40 vezes menor
do que a americana. |
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Uma criança nascida em um país industrializado
colabora para o desperdício e a poluição
ambiental na mesma proporção que 30
a 50 crianças nascidas nos países em
desenvolvimento. Com o crescente aumento populacional
e o consumismo em ritmo acelerado, a tendência
é produzirmos cada vez mais lixo. Se continuarmos
jogando nosso lixo para fora de casa e não
dermos uma solução sustentável
para o problema, nossos netos ou bisnetos precisarão
de outro planeta para abrigar tanto lixo.
Segundo a ASMARE (Associação dos catadores
de material reaproveitável), 64% dos municípios
brasileiros destinam seus resíduos sem tratamento
a lixões ou a cursos de água e em 20
% dos domicílios brasileiros, o lixo nem chega
a ser coletado. Engana-se quem ainda pensa que o problema
do lixo acaba na hora em que é deixado na porta
de casa para coleta dos serviços de limpeza
urbana. A maioria dos brasileiros não sabe
para onde os resíduos são destinados
e o que acontecerá com eles. Os diversos aterros
sanitários e lixões hoje existentes
no país já estão com suas capacidades
esgotadas.
As praias são um outro exemplo de nosso descaso
com a natureza. No últimos anos, as praias
vêm se transformando em verdadeiros depósitos
de lixo público. Além de as areias estarem
acumulando materiais inorgânicos que podem levar
até 100 anos para se degradar, como o plástico
(veja tabela), suas águas estão cada
vez mais poluídas e impróprias para
o banho. Experimente caminhar no final da tarde de
um domingo qualquer na praia e você não
saberá se está em uma praia ou em um
depósito de lixo. “O microlixo (bitucas
de cigarros, canudinhos, tampinhas e etc) deixado
na areia é um dos maiores vilões nas
praias. De acordo com os relatórios que produzimos
em nossas ações de limpeza de praia,
são os campeões em quantidade coletada
nas praias cariocas” afirmam Hildon Carrapito
e Anna Turano, coordenadores do Projeto Limpeza
na Praia, do Instituto Ecológico Aqualung.
Esse projeto, uma iniciativa maravilhosa para dar
conscientização ambiental nas praias
através de multirões de limpeza, tirou
no ano passado em um só evento, oito mil sacolas
de lixo das praias cariocas (veja mais na página
16).
| Algumas
dicas de como Reduzir |
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-
Aproveite as duas faces das folhas de papel,
tanto na escrita, quanto para impressão
e fotocópias.
- Faça apenas o número necessário
de fotocópias.
- Adote coadores, guardanapos e toalhas de
pano.
- Revise textos na tela do computador antes
de imprimi-los.
- Use envelopes só quando necessário.
- Recuse folhetos de propaganda que não
forem de seu interesse.
- Faça assinatura comunitária
de jornais e revistas.
- Compre a granel hortifrutigranjeiros, grãos
e produtos de limpeza nas feiras e sacolões.
- Substitua descartáveis como copos,
talheres, canudos e isqueiros por similares
duráveis.
- Aproveite talos e folhas de verduras, cascas
de frutas.
- Diminua o desperdício de alimentos
e evite embalagens supérfluas, sofisticadas
ou de difícil (isopor, caixas tipo
longa vida) ou nenhuma (celofane, papel aluminizado)
reciclagem no Brasil.
Algumas
dicas de como Reutilizar
-
Reaproveite envelopes, cartolinas e folhas
de papel com verso livre para rascunho ou
para imprimir documentos a serem enviados
por fax.
- Utilize frascos e potes para outros fins.
- Reaproveite sobras de materiais de construção.
- Antes de descartar tente consertar os utensílios
e aparelhos com sapateiros, costureiros, técnicos
e restauradores ou transforme-os em outros
produtos e doe-os a quem precisa. |
Reduzir, Reutilizar e Reciclar
Quando
nos preocupamos em diminuir o impacto do lixo, devemos
sempre pensar nos três erres: Reduzir, Reutilizar
e Reciclar. Reduzir o desperdício, reutilizar
sempre que for possível antes de jogar fora
e reciclar os materiais. Quando falamos em reduzir,
nossa atuação pode começar desde
o momento da compra. Deveríamos evitar a compra
de produtos com exageros na embalagem, principalmente
aquelas de isopor, papel celofane ou papel alumínio,
que apresentam pouca ou nenhuma aceitação
no mercado de reciclagem e levam muito tempo para
se degradar no meio ambiente (veja tabela na página
ao lado). Podemos também reduzir o desperdício
através de pequenas ações em
casa e no trabalho, como utilizar a frente e o verso
das folhas de papel e reutilizar os copos descartáveis e os potes de vidros.
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Reciclar é, na verdade, separar para
a reciclagem, pois os cidadãos comuns
não reciclam (a não ser os artesãos
de papel reciclado). A melhor alternativa para
reciclar, contribuindo assim com um mundo mais
limpo, é procurar uma entidade governamental,
filantrópica ou uma cooperativa de catadores
de lixo, que coletarão o lixo em sua
casa ou condomínio (veja tome nota na
página 8). A coleta seletiva é
uma alternativa ecologicamente correta que desvia
uma quantidade significativa de resíduos
sólidos de seu destino para os aterros
sanitários e minimiza o desperdício,
permitindo a reciclagem e a reutilização.
Com isso alguns objetivos importantes são
alcançados: a vida útil dos aterros
sanitários é prolongada e o meio
ambiente é menos contaminado. Além
disso, o uso da matéria prima reciclável
diminui consideravelmente a demanda por recursos
naturais. |
 |
No Brasil, já são mais de 500 mil catadores
espalhados por mais de 3,8 mil municípios. Estima-se
que os catadores sejam responsáveis por 90% dos
materiais que alimentam as indústrias recicladoras.
Segundo levantamento da Associação Brasileira
de Alumínio (ABAL) o Brasil desde 2001 se mantém
como líder mundial na reciclagem de latas de
alumínio. Mas não pense que isso ocorrre
devido a um suposto alto nível de conscientização
e eficiência ecológica brasileira. Essa
posição se deve ao fato de termos no Brasil
um exército de miseráveis sem alternativas
que sobrevivem e sustentam suas famílias às
custas da cata de latas de alumínio.
Reciclando, a humanidade poupa os recursos naturais,
economiza energia, reduz a poluição, gera
empregos e deixa as cidades mais limpas e agradáveis.
De acordo com a ONU, Organização das Nações
Unidas, uma tonelada de papel reciclado poupa cerca
de 22 árvores, economiza 71% de energia elétrica
e diminui a poluição do ar em 74%.Aquecimento Global
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Pesquisas em vários pontos do planeta
confirmam que a Terra está sob processo
de aquecimento. O aquecimento global é
uma hipótese de que o aumento da temperatura
da atmosfera é a conseqüência
do aumento da emissão de gases estufa,
principalmente o CO2, pelas atividades humanas,
como a queima de combustíveis fósseis
como carvão e derivados de petróleo,
de indústrias, refinarias e motores automotivos.
O aumento da emissão desses gases aumenta
também a capacidade da atmosfera de aprisionar
calor. Essa capacidade é conhecida como
Efeito Estufa.
Este efeito, ao contrário do que muitos
pensam, é um fenômeno natural e
benéfico aos seres vivos. Quando se alerta
para os riscos relacionados ao Efeito Estufa,
o que está em foco é a sua possível
intensificação causada pela ação
do homem, alterando o clima na Terra. |
A atmosfera do nosso planeta é constituída
de gases que permitem a passagem da radiação
solar e absorvem grande parte do calor (a radiação
infravermelha térmica) emitido pela superfície
aquecida da Terra. Graças a esse efeito estufa,
a temperatura média da superfície do planeta
mantém-se em cerca de 15°C. Sem o efeito
estufa, a temperatura média da Terra seria de
18°C abaixo de zero. Portanto, o efeito estufa natural
sempre foi benéfico ao planeta, pois criou todas
as condições para a existência de
vida.
A hipótese da intensificação do
fenômeno é muito simples, do ponto de vista
da física. Quanto maior for a concentração
de gases, maior será o aprisionamento do calor
e, consequentemente, mais alta a temperatura média
do globo terrestre. A maioria dos cientistas envolvidos
nas pesquisas climáticas, está convencida
de que a intensificação do fenômeno,
em decorrência das ações e atividades
humanas, estão provocando esse aquecimento. Como
não há concenso, o Efeito Estufa ainda
continuará a ser objeto de muita discussão
entre os cientistas e a sociedade.
Preocupados com o Efeito Estufa e seu impacto no aquecimento
global, representantes de 160 países assinaram
um acordo em 1997 para a redução da emissão
de gases poluentes. O chamado “Protocolo de Kyoto”
estipulou metas para a redução da emissão
de gases poluentes nos países industrializados.
Ainda que o presidente dos Estados Unidos se recuse
a assiná-lo, o acordo tentará alcançar
uma redução de 5,2% na emissão
de seis gases até 2012 (CO2, CH4, N2O, HFCs,
PFCs e SF6). Reuniões suplementares continuam
sendo realizadas para tentar determinar os parâmetros
finais do protocolo.
As
conseqüências do aquecimento global,
envolvem questões complexas sobre as
quais os próprios especialistas ainda
não têm opinião formada.
É muito difícil prever as mudanças
climáticas, os prejuízos e custos
da prevenção destas mudanças
e planejar ações que possam minimizar
os efeitos negativos. No entanto, os efeitos
desastrosos já são apontados por
especialistas do mundo inteiro e alguns já
acontecem embaixo de nosso olhos, como o próprio
El-ninõ. As previsões indicam
um aquecimento dos mares, que provocará
um grande degelo dos polos e o aumento do nível
dos oceanos e, consequentemente, a inundação
de várias áreas litorâneas.
A umidade e o calor provocarão um aumento
do número de insetos com o correlato
aumento das doenças por eles transmitidas,
como a malária. É prevista também
uma redução das colheitas na maior
parte das regiões tropicais e subtropicais,
onde a comida já é escassa. Como
se isto não bastasse, haveria um decréscimo
da água disponível e, por outro
lado, maior risco de enchentes em determinados
locais. As áreas mais pobres do globo,
por sua escassa capacidade de adaptação,
serão certamente as mais vulneráveis.
Essas são algumas das conclusões
do Terceiro Relatório do IPCC (Intergovernamental
Panel on Climate Change), um grupo organizado
sob os auspícios das Nações
Unidas com a finalidade de estudar as mudanças
climáticas. |
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| Faça
sua parte, o Planeta não pode mais esperar! |
Preserve
a fauna - Evite comprar adereços que
utilizem produtos de origem animal como penas, plumas,
peles, marfim e ossos.
Denuncie o tráfico de animais
- Evite ter animais silvestres como bichos de estimação
e denuncie o comércio destes animais.
Preserve a flora - Evite comprar móveis
ou outros utensílios feitos com madeiras de árvores
ameaçadas de extinção, como mogno,
imbuía, araucária, peroba, canela e marfim.
Substitua o palmito - Substitua o consumo
de palmito juçara, cuja espécie está
ameaçada de extinção, pelos palmitos
de pupunha, açaí ou palmeira real.
Economize água - Evite o desperdício
durante o banho, escovação dos dentes
e lavagem de louça, e evite o uso da “vasoura
hidráulica” na lavagem de calçadas
e ruas.
Evite a contaminação da natureza
- Procure consumir produtos cultivados sem o uso de
defensivos agrícolas e prefira sempre os produtos
reconhecidamente não-poluidores.
Seja um consumidor consciente - Evite
adquirir produtos com excesso de embalagens descartáveis,
pois consomem recursos em sua fabricação
e aumentam muito a quantidade de lixo.
Não desperdice energia - Utilize
a energia elétrica racionalmente, evitando deixar
ligados aparelhos ou lâmpadas sem necessidade.
Não jogue lixo nas ruas, parques e praias
- Veja quantos anos seu lixo pode manter-se na natureza
(veja tabela na página 4) e pense que esse lixo
pode não só contaminar o ambiente mas
também pode levar vários animais marinhos
à morte por ingestão. Tartarugas morrem
no mundo inteiro ao confundir saco plástico com
água viva. Se onde estiver não tiver lixeiras,
coloque na bolsa e descarte-o em casa.
Ajude a diminuir a quantidade de lixo
- Prefira sempre produtos feitos com material reciclado.
Recicle - Separe o lixo para reciclagem
e agende sua coleta seletiva (veja como, no final da
matéria).
Participe de projetos ambientais -
Há inúmeros projeto onde você pode
participar diretamente, como voluntário, ou indiretamente,
como associado, contribuindo assim para a preservação
ambiental.
Seja um educador ambiental - Transmita
para as pessoas e crianças que você conhece
a importância de preservar nosso meio ambiente. |
Mata
Atlântica
O desequilíbrio ambiental e climático já
demonstra resultados negativos também para as nossas
matas. Junto com o aumento da temperatura temos a previsão
de uma diminuição significativa nos índices
pluviométricos para as regiões de Mata Atlântica.
Ou seja, dentro de 100 anos a área ocupada hoje pela
Mata Atlântica será mais quente e mais seca.
Isto se até lá não tivermos destruído
o que sobrou de uma das matas mais ricas em biodiversidade
do mundo. É a floresta mais rica do mundo em árvores
por unidade de área, apresentando 454 espécies
por hectare no sul da Bahia.
A destruição das florestas e a sua má
utilização iniciou-se na época do descobrimento
do Brasil. Quando os europeus desembarcaram em nossas terras
a Mata Atlântica ocupava cerca de 15% do território
brasileiro. Hoje, após uma assustadora devastação,
a mata foi reduzida a apenas 7% da área original, ou
cerca de 1% do território brasileiro. A situação
crítica da Mata Atlântica fez com que a ONG Conservação
International incluisse esse Bioma entre os cinco primeiros
colocados na lista de Hotsposts __ 25 bioregiões selecionadas
em todo o mundo, consideradas as mais ricas em biodiversidade
e, ao mesmo tempo, as mais ameaçadas.
Historicamente, os setores agropecuário, madeireiro,
siderúrgico e imobiliário pouco se preocuparam
com o futuro das florestas ou com a conservação
da biodiversidade. Pelo contrário, sempre agiram, e
agem até hoje, objetivando o maior lucro em um menor
tempo possível. O mais grave é que essa falta
de compromisso com a conservação e estímulo
ao desmatamento, historicamente, partiram dos próprios
governos brasileiros.
 |
Amazônia
Não podemos deixar de mencionar também
a forte ameaça que a Floresta Amazônica
vem enfrentando. Mesmo sendo considerada (erroneamente)
o pulmão do Planeta, suas florestas vêm
sendo destruídas há anos por queimadas
e desmatamentos, provocando perdas irreparáveis
de espécies animais e vegetais.O Ministério
do Meio Ambiente já comprovou que o desmatamento
só tem aumentado, principalmente nos dois últimos
anos. Cerca de 26.130 quilômetros quadrados foram
devastados entre agosto de 2003 e agosto de 2004, e
o grande vilão é a indústria madeireira.
A região é a maior reserva de madeira
tropical do mundo e exporta madeira principalmente para
os países europeus. A Floresta Amazônica
tem 5,5 milhões de quilômetros quadrados,
abrigando um terço de todas as espécies
vivas do planeta. |
Cada
espécie animal ou vegetal extinta representa um grave
desequilíbrio no ecossistema local e uma enorme perda
da biodiversidade mundial. Se falarmos na linguagem que esse
setores da economia entendem, podemos comparar com o empresário
que compra uma indústria e, sem ter nenhuma noção
das funções de seus quadros, demite alguns funcionários
a esmo. Correrá o sério risco de ver sua industria
parada.Águas
e Oceanos
Os cientistas alertam: “a água potável
será um dos primeiros recursos naturais a se esgotar
nos próximos séculos”. Alguns países
já se deram conta disso e competem ferozmente entre
si por esse precioso recurso. Se no passado, as especiarias
provocaram muitas guerras, imagine a falta de água.
Já existem centenas de conflitos expalhados pelo Planeta.
Os principais, como não poderia deixar de ser, estão
na África e no Oriente Médio. Na América
do Sul, os conflitos pelo uso da água estão
concentrados em sua maioria no território brasileiro
(Bacia Amazônica, Bacia da Prata, Aqüífero
Guarani e Águas Costeiras).
As conseqüências da falta de água e sua
contaminação já são uma realidade
até mesmo no Brasil, um dos países mais rico
em recursos naturais e hídricos do mundo. “Cerca
de 89% das pessoas que estão nos hospitais foram vitimas
da falta de acesso à água de boa qualidade”
diagnostica o Ministério da Saúde.
As atividades industriais, mineradoras e agrícolas
são as principais emissoras de poluentes tóxicos
responsáveis pela contaminação da água.
Entre as substâncias descarregadas, estão os
compostos orgânicos do clorinato, minerais, derivados
de petróleo, mercúrio e chumbo (todos provenientes
das indústrias) e fertilizantes, pesticidas e herbicidas
(da agricultura). Com as chuvas, esses poluentes são
arrastados para os rios. Outra importante fonte de poluição
são os esgotos. Nas cidades e regiões agrícolas,
são lançados diariamente cerca de 10 bilhões
de litros de esgoto que poluem rios, lagos e áreas
de mananciais. Qualquer poluente que entre em contato com
o solo ou com a água pode contaminar também
os lençóis de água subterrâneos.
Os mares e oceanos recebem boa parte dos poluentes dissolvidos
nos rios dos centros industriais e urbanos localizados no
litoral. O esgoto, em geral, é despejado sem nenhum
tipo de tratamento. O excesso de material orgânico no
mar leva à proliferação descontrolada
de microrganismos que acabam formando as chamadas marés
vermelhas, que matam e intoxicam peixes e outros frutos do
mar, tornando-os impróprios para a alimentação.
Para piorar, um milhão de toneladas de óleo
são despejadas por ano e espalham-se pela superfície
dos oceanos, formando uma camada compacta que demora para
ser absorvida e mata muitos animais.
Segundo Stjepan Kecknes, diretor do Centro de Programas de
Atividades Oceânicas e Costeiras do PNUMA (Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente), oitenta
e cinco por cento dos 20 bilhões de toneladas de material
poluente despejados anualmente nos oceanos provêm dos
continentes. Noventa por cento desse material permanece na
área costeira, criando sérios problemas ambientais
e de saúde.
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Coleta seletiva - TOME NOTA
www.lixo.com.br - Neste site você
encontra endereços de cooperativas de coleta
de lixo reciclado em algumas cidades do Brasil
www2.rio.rj.gov.br/comlurb/serv_coleta.htm
- A COMLURB (RJ) já conta com caminhões
que coleta em vários bairros da cidade, semanalmente,
lixo reclicavél. Entre em contato com eles e
solicite que coletem em seu endereço pelo site
ou pelo telefone: (21) 3209-1944.
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