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DIA
MUNDIAL DE LIMPEZA NO LITORAL
Dia Mundial de Limpeza do Litoral ou Dia Mundial de Limpeza
de Praias, para quem ainda não conhece, vem se
tornando um dos eventos ambientalistas internacionais
mais conhecidos, participativos e efetivos do mundo.
A cada ano milhões de pessoas, em cerca 120 países
espalhados pelo globo, unem forças e “empunham”
a bandeira da limpeza para fazer uma real diferença
em nosso meio ambiente __ limpar parte da sujeira que
produzimos ao descartarmos de forma inadequada os resíduos
sólidos no ambiente litorâneo.
O evento, um programa sem fins lucrativos que promove
atividades ambientalistas ao redor do mundo, todo ano
no terceiro final de semana de setembro, vem ajudando
a diminuir um dos maiores problemas ambientais da atualidade,
representado pelas crescentes montanhas de resíduos
produzidos pelas sociedades modernas de consumo, do tipo
não sustentável que privilegia o uso.
Os oceanos estão cheios de detritos sólidos
provenientes dos quatro cantos do planeta. Esses detritos
não só deixam os litorais e praias sujos
e poluidos como, principalmente, podem provocar uma significativa
mortandade de inocentes animais marinhos.
Todos nós sabemos que a solução a
longo prazo é diminuir a quantidade de resíduos
produzidos ou mesmo consumidos. O Dia Mundial de Limpeza
do Litoral, que une voluntários de todas as idades
e dos mais diversos setores da sociedade, empresários
e governantes, é a oportunidade da participação
comunitária em ações imediatas e
locais de limpeza que contribuem para minimizar no curto
prazo o impacto dos resíduos sólidos e suas
conseqüências danosas para o ambiente e para
a fauna marinha.
O mundo inteiro já percebeu que apesar da reconhecida
importância do mar na maioria das culturas e sociedades,
estamos abusando deste precioso recurso. Com a visão
miope e torpe de que tudo o que desaparece nas águas
não polui, transformamos algumas regiões
marinhas em verdadeiras lixeiras, acabando com a vida
marinha e com as possibilidades de pesca e lazer. |
Chamado
International Coastal Clean-up ou Dia Mundial de Limpeza
do Litoral, o Programa é coordenado mundialmente
pelo Centro para a Conservação da Vida Marinha
(The Ocean Conservancy), com sede em Washington, nos Estados
Unidos, e apoiado pelo PNUMA - Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente.
Todo ano, o Centro para a Conservação da
Vida Marinha (The Ocean Conservancy) organiza em conjunto
com entidades como Clean up the World - Austrália,
universidades, institutos de pesquisa e associações
de moradores, uma campanha mundial de coleta de lixo em
praias, rios e lagoas.
Os voluntários fazem mais do que apenas catar o
lixo das praias, rios e lagoas. Eles coletam, pesam, classificam
e catalogam o que encontram em fichas padronizadas e podem
rastrear a origem destes detritos. Estes dados ajudam
vários países a buscar uma saída
para o problema. |
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Os
dados recolhidos pelos coordenadores locais são enviados
ao Centro para a Conservação da Vida Marinha para
tabulação e cálculo estatístico.
Os resultados seguem para ONU, que é responsável
pela IOC (Comissão Intergovernamental Oceanográfica).
São esses resultados mundiais que permitem à IOC
convencer os países a tornarem-se signatários
do MARPOL Treaty, o Tratado Internacional de Controle de Poluição
Marinha.
Cerca de 120 países já fazem parte desse acordo
internacional, como a Austrália, Brasil, Argentina, Uruguai,
Estados Unidos, Canadá, México, Cuba, Bahamas,
Costa Rica, Reino Unido, Espanha, França, Tailândia,
Índia, Angola, Nigéria e Egito. Esse número
ainda é pequeno e o IOC tem um trabalho muito árduo
pela frente junto aos países que não são
signatários, além de incentivar os signatários
a implementar de fato as resoluções de controle
da poluição.
O Brasil ainda tem muito o que fazer para implementar medidas
concretas de controle desse tipo de dano, mas nós podemos
em muito contribuir para que esse ideal se torne realidade.
| MATERIAIS |
TEMPO
DE DEGRADAÇÃO |
| Restos
Orgânicos |
1
a 12 meses |
| Tecidos
de algodão |
2
a 5 meses |
| Papel
|
3
a 6 meses |
| Outros
Tecidos |
6
a 12 meses |
| Madeira |
6 a 24 meses |
| Filtro
de Cigarro |
5
anos |
| Chiclete |
5
anos |
| Lata
de Ferro |
10
anos |
| Madeira
Pintada |
13
anos |
| Corda
de Nylon |
30
anos |
| Saco
Plástico |
35
anos |
| Copo
de Plástico |
50
anos |
| Lata
de Aço |
50
anos |
| Isopor |
80
anos |
| Tetra
Pak |
100
anos |
| Lata
de Alumínio |
200
anos |
| Garrafa
de Plástico |
450
anos |
| Frauda
Descartável |
450
anos |
| Pneu
de Borracha |
600
anos |
| Garrafa
de vidro |
1
milhão de anos |
Quase dois terços de todo o lixo que é encontrado
pelos voluntários é algum tipo de detrito não
degradável a curto prazo. São canudinhos, pontas
de cigarro, tampinhas, sacos plásticos, chinelos. Tudo
largado na areia, representando para a fauna marinha o maior
percentual de materiais ambientalmente perigosos, no total
dos resíduos sólidos coletados.
Restos de redes, linhas de pesca, cordas e sacos plásticos
abandonados no mar permanecem nesse ambiente por muitos anos
em razão de sua baixa biodegradabilidade (veja a tabela
ao lado) e acabam vitimando inúmeros animais que se
enroscam e acabam morrendo por asfixia ou por inanição.
Peixes, aves, focas, leões-marinhos, tartarugas, golfinhos
e baleias podem confundir os detritos que ficam boiando no
mar com lulas, águas-vivas e outros alimentos que formam
parte de sua dieta. Baleias e golfinhos já foram encontrados
com o estômago cheio de lixo que veio das cidades.
A ponta de cigarro, o item mais coletado no mundo todo por
oito anos consecutivos, tem ocasionado a morte de inúmeros
animais que a confundem com ovas de peixe e a engolem. O mesmo
ocorre com os sacos plásticos. Um saco plástico
à deriva no mar é facilmente confundido com
uma água-viva, componente alimentar de várias
espécies de tartarugas-marinhas. Engolindo um saco
plástico, a tartaruga pode morrer por asfixia.
Identificar as fontes de poluição, dar conhecimento
à população dos riscos dos resíduos
nos ambientes aquáticos e tentar pressionar os governos
a adotar medidas de controle são importantes metas
deste evento, que é de todos nós.
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EDUCAÇÃO
AMBIENTAL, UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA
Por
Anna Turano (Jornalista)
Colaboração: Prof.Dr. Adacto Benedicto Ottoni
Segundo
os estudiosos, a tendência é termos um
mundo cada vez mais quente, populoso, sujo e com falta
de água. Há várias razões
para essas afirmativas, mas vale ressaltar que é
possível reverter esse quadro quando o assunto
é educação ambiental e consciência
seletiva.
“Os moradores da cidade do Rio de Janeiro possuem
algumas das mais belas praias do mundo, mas no entanto,
a falta de cuidado e a falta de educação
com o meio ambiente estão contribuindo para o
aumento da degradação neste espaço
democrático da cultura carioca”, diz o
publicitário e surfista, Sérgio Stamile,
ao complementar que a praia do Arpoador, berço
do surf brasileiro e lugar onde surgiram e ainda surgem
grandes surfistas, artistas e músicos, a cada
final de semana passa por um “intenso ataque”
de poluição, na medida em que muitos produtos
consumidos são abandonados nas areias, mesmo
havendo lixeiras espalhadas em todas as partes.
Os pais aprendem com os filhos?
Diversas vezes, em domingos ensolarados, não
é difícil observar filhos, muitas vezes
crianças de 5 a 1O anos, dizendo a seus pais:
“papai / mamãe, não jogue lixo na
praia”; “papai / mamãe, como a praia
está suja!”. Cerca de um minuto depois,
os papais ou a mamães dessas crianças,
que acabaram de jogar, muitas vezes, segundo eles “sem
pensar”, um copo de mate ou um simples canudinho
na areia, olham para os lados e, discretamente, pegam
o resíduo, andam alguns metros e o jogam no lugar
apropriado __ uma lata de lixo ou um saco plástico.
Com isso, esses pais e essas mães, antes de ter
esse tipo de atitude novamente, irão se lembrar
do fato e dificilmente irão repeti-lo, pelo menos
na frente dos filhos.
Portanto, crianças podem se tornar conscientes
através da educação e, assim, serem
participantes de mudanças. |
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Água
com consciência
A água é um recurso natural que tem de ser preservado
e, por isso, as pessoas devem se conscientizar da sua importância.
Deve-se usar como se amanhã fosse faltar. Apesar de
deter 13% de toda a água potável do mundo, o
Brasil faz má distribuição desse recurso.
Assim, sobra em alguns locais e falta em outros. Mas existem
lugares que já estão consumindo a água
de forma consciente, por meio do reuso. O reuso da água
pode ser utilizado, dentre outros, na recarga do lençol
freático, na geração de energia, na irrigação
e em fontes luminosas.
Consciência
ecológica e soluções
A maioria dos estados em todo o Brasil vêm passando
por problemas sanitários e ambientais preocupantes,
que estão propiciando a geração de riscos
de acidentes ecológicos cada vez mais freqüentes.
Tudo isso contribui para o aumento da degradação
ambiental, afetando a saúde e o bem-estar da população,
pelo fato de as soluções convencionais, que
até hoje costumam ser implantadas, terem se mostrado
insuficientes ou ineficazes para reverter o atual quadro melancólico
do saneamento nacional.
Felizmente, ainda há solução. Tecnologias
sustentáveis e de baixo custo certamente viabilizariam
o saneamento no Brasil, protegendo a saúde da população
e evitando a degradação ambiental, já
que esse fator está relacionado com diversas atividades,
incluindo o abastecimento de água, o saneamento dos
esgotos e do lixo (urbanos e industriais), o controle de vetores
animados, o combate às enchentes e secas, e a degradação
dos recursos naturais.
Esses são alguns exemplos de que para os problemas
ambientais há soluções. Neste sentido,
nada melhor do que a educação e a conscientização
coletivas realizadas de forma sólida. |