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Dia
19 de dezembro de 2004
De 10 às 14 horas
nas praias de Copacabana, Ipanema, São Conrado e Barra da
Tijuca.
O Eco Natal é mais um evento,
dentro do Projeto Limpeza na Praia, que tem o claro objetivo de
ajudar a diminuir um dos maiores problemas ambientais da atualidade,
representado pelas crescentes montanhas de resíduos produzidos
pelas sociedades modernas de consumo.
Os oceanos estão cheios de detritos sólidos, que não
só deixam os litorais e praias sujos e poluidos como, principalmente,
podem provocar uma significativa mortandade de inocentes animais
marinhos. Todos nós sabemos que a solução a
longo prazo é diminuir a quantidade de resíduos produzidos
ou mesmo consumidos. O Eco Natal, que une voluntários de
todas as idades e dos mais diversos setores da sociedade, empresários
e governantes, é a oportunidade da participação
comunitária em ações imediatas e locais de
limpeza que contribuem para minimizar no curto prazo o impacto dos
resíduos sólidos e suas conseqüências danosas
para o ambiente e para a fauna marinha.
Os voluntários fazem mais do que simplesmente catar o lixo
das praias, rios e lagoas. Quase dois terços de todo o lixo
que é encontrado pelos voluntários é algum
tipo de detrito não degradável a curto prazo. São
canudinhos, pontas de cigarro, tampinhas, sacos plásticos,
chinelos. Tudo largado na areia, representando para a fauna marinha
o maior percentual de materiais ambientalmente perigosos.
Restos de redes, linhas de pesca, cordas e sacos plásticos
abandonados no mar permanecem nesse ambiente por muitos anos, por
sua baixa biodegradabilidade, e acabam vitimando inúmeros
animais que se enroscam e acabam morrendo por asfixia ou por inanição.
Peixes, aves, focas, tartarugas e golfinhos podem confundir os detritos
que ficam boiando no mar com lulas, águas-vivas e outros
alimentos que formam parte de sua dieta. Golfinhos já foram
encontrados com o estômago cheio de lixo que veio das cidades.
A ponta de cigarro, o item mais coletado no mundo todo por oito
anos consecutivos, tem ocasionado a morte de inúmeros animais
que a confundem com ovas de peixe e a engolem. O mesmo ocorre com
os sacos plásticos. Um saco plástico à deriva
no mar é facilmente confundido com uma água-viva,
componente alimentar de várias espécies de tartarugas-marinhas.
Engolindo um saco plástico, a tartaruga pode morrer por asfixia.
Identificar as fontes de poluição, dar conhecimento
à população dos riscos dos resíduos
nos ambientes aquáticos e tentar pressionar os governos a
adotar medidas de controle são importantes metas deste evento,
que é de todos nós.
Deixando de jogar lixo nas praias, mares, rios e lagoas, ao mesmo
tempo em que ajudamos na limpeza desses ambientes, retirando os
detritos sólidos descartados de forma irregular, podemos
vislumbrar dias melhores para o ambiente marinho e para nós
mesmos. Afinal, quem não gosta de chegar em uma praia, respirar
o ar fresco, pisar na areia branca e mergulhar na água limpa.
Contatos:
Coordenadores do Projeto Limpeza na Praia
Anna Turano e Hildon Carrapito
Instituto Ecológico Aqualung
Telefax.: 21 2225-7387
Celular.: 21 9882-5318 / 9787-7997
E-mail: limpezanapraia@institutoaqualung.com.br |